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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Rasputin : A alucinante história da morte do mago da realeza russa


A alucinante história da morte do mago e curandeiro da realeza russa que, em uma única noite, foi envenenado, alvejado por tiros e mutilado, mas se recusou a morrer nas mãos de seus assassinos.
Rasputin é envenenado, alvejado, espancado e afogado


Em 1916, Grigori Iefimovitch Novykh, vulgo Rasputin, era o homem mais poderoso da Rússia. Dizem que tinha um olhar penetrante e magnético, compatível com a fama de místico que ampliava seu poder pessoal. De fato, exercia indiscutível fascínio sobre o frágil czar Nicolau II e sua bem-amada esposa, a imperatriz Alexandra Feodorovna.
Mas o poder de Rasputin não era nem um pouco oculto. Apoiava- se na excepcional ascendência que tinha sobre os monarcas absolutos da Rússia de então. Ele nomeava ministros do mesmo modo que os derrubava.
Sua aparência era desagradável. Filho de camponeses (então chamados “mujiques”, sinônimo de pobreza associada à servidão), o mago era sujo e grosseiro: a barba estava sempre desgrenhada, e os cabelos eram compridos, maltratados e gordurosos. Mal sabia ler e escrever.
Príncipes e grão-duques ficavam chocados diante da visão daquele homem. A população o temia. A nobreza espalhava boatos de que ele seria o responsável por todas as agruras pelas quais o país passava na Primeira Guerra Mundial, e as más línguas o acusavam, infundadamente, de ser amante da czarina, além de agente da inimiga Alemanha. Alguns conspiravam para assassiná-lo, o que ele não ignorava.


 No início de dezembro daquele ano de 1916, Rasputin enviou a Nicolau II uma carta profética: Czar de todas as Rússias, tenho o pressentimento de que até o final do ano eu deixarei este mundo. Serei assassinado, já não estarei entre vós. Se eu for morto por gente do povo, gente como eu, tu não tens nada a temer, continuarás no trono. Mas, se eu for morto por nobres, as mãos deles ficarão manchadas pelo meu sangue. Eles se odiarão e matarão uns aos outros. Dentro de 25 anos não restará um único nobre neste país. Nenhum parente teu, nenhum de teus filhos sobreviverá mais de dois anos. O povo russo dará cabo de todos. Assim, depois que eu desaparecer, tem cuidado, pensa bem, protege-te. Diz a todos os teus que derramei meu sangue por eles. Reza, reza, sê forte, pensa em tua família.

Alguns dias depois, em 29 de dezembro de 1916, um telefonema anônimo avisou Rasputin de um perigo iminente, mas sem mais detalhes. Um pouco mais tarde, Protopopov, ministro do Interior, foi pessoalmente pedir que ele se trancasse em casa. Tudo em vão, pois à meia-noite, o místico se vestiu e se perfumou para sair. Usou uma camisa azul celeste, bordada de flores de girassol, e uma calça preta e bufante de veludo, além de botas de cano alto de verniz.

Uma noitada social aguardava o enjeitado filho de camponeses no palácio Iussupov, o ambiente mais luxuoso de Petrogrado (atual São Petersburgo). O carro do próprio príncipe Félix Iussupov foi buscá-lo em casa para o programa: conhecer sua casa e sua jovem esposa, Irina; em seguida, os três buscariam diversão fora dali, com os ciganos.

Era uma armadilha. Na realidade, Irina estava em Ialta, na Crimeia. O príncipe havia organizado uma farsa. No salão do primeiro andar, um fonógrafo tocava árias de dança, como se a dona da casa estivesse dando uma recepção para a alta sociedade local. Na verdade, ali estavam somente os quatro cúmplices do príncipe: o grão-duque Dimitri Pavlovitch, o deputado Purichkevitch, o tenente Sukhotin e o médico Lazovert. Para produzir o som de vozes femininas, eles tinham convocado Marianna Defelden, parente de Dimitri, e Vera Karalli, bailarina do balé Bolshoi.
O Palácio de Mayha, propriedade de Yusopov, onde Rasputin foi baleado.


Quando chegaram, Rasputin ouviu o som do fonógrafo. O príncipe lhe disse que a esposa tinha convidados importantes, mas prestes a partir, e que ambos deveriam esperar bebendo algo em uma encantadora sala íntima de refeições, no subsolo do palácio. O fogo da lareira ajudava a iluminar a decoração perfeita e a mesinha com quatro copos, algumas garrafas, biscoitos e um prato com docinhos de chocolate. Docinhos envenenados com cianureto de potássio pelo doutor Lazovert. Também havia veneno em dois dos quatro copos – para que não houvesse chance de erro na dose.

Rasputin é envenenado, alvejado, espancado e afogado


Grigori Iefimovich Novy, ou Rasputin

sábado, 8 de janeiro de 2011

Os Grandes Wallendas: A glória e a morte no circo

 

Os Grandes Wallendas, a mais famosa família de equilibristas da história: uma trajetória brilhante, mas repleta de tragédias

Karl Wallenda, o maior equilibrista da história, teve um destino Trágico


"Life is being on the wire, everything else is just waiting." 
("Viver é estar no arame, todo o resto é apenas esperar") 

Karl Wallenda

O Alemão Karl Wallenda nasceu em 1905 no seio de uma família de artistas de circo cuja história remetia ao século XVIII, e tornou-se o mais corajoso e criativo equilibrista da história. No arame desde os 6 anos de idade, experimentou o sucesso com números usando bicicletas, e aos 42 anos, criou em 1947 o mais impressionante número de Equilibrismo da história: A Pirâmide Humana.

Assista a um fantástico vídeo dos Wallendas feito em 1966

Clique no link do vídeo acima para ver a Pirâmide Humana...

Tratava-se da formação de uma pirâmide com 3 andares, sendo o primeiro formado por 4 homens, o segundo por 2 homens, e o terceiro por uma mulher equilibrando-se sobre uma cadeira, tudo isto com membros de sua família e sem redes de proteção.


A Pirâmide Humana:  Sem redes de proteção, era um número extremamente arriscado

Qualquer erro causaria o colapso de toda a estrutura, derrubando todos os participantes.


Durante 14 anos o número foi sucesso em todo o mundo, até que em uma noite de 1962 em Detroit, o integrante da base dianteira da pirâmide perdeu o equilíbrio, e todos caíram. Quatro dos sete participantes não conseguiram se segurar nos arames e caíram ao solo. O sonho de Wallenda tornava-se um pesadelo. Na queda, seu genro e um dos sobrinhos morreram, e seu filho adotivo ficou paraplégico.


Manchete dos jornais da época


Foto histórica, tirada por um espectador no momento da queda dos Wallendas em Detroit-1962


Mas quem pensava que a carreira dos Wallendas teria terminado naquela noite se enganou. Na noite seguinte, Karl já apresentou uma versão abreviada do número.

Nos 16 anos seguintes, Karl fez shows em todo mundo, com apresentações sem nenhuma proteção, tão fantásticas como perigosas. Atravessar o Rio Tâmisa, Estádios de Futebol ou Desfiladeiros tornara-se rotina, até o fatídico 22 de Março de 1978, quando iniciou a travessia entre 2 torres do Condado Plaza Hotel, na cidade de San Juan, em Porto Rico.

Wallenda atravessando a Garganta Tallulah, na Geórgia, em 1970

Travessia de Karl Wallenda sobre estádio em Philadelphia, no Memorial Day de 1976

Atravessando o Rio Tâmisa em Londres, também em 1976. Karl Wallenda tinha 71 anos de idade

No meio do número, ventos fortes começaram a desequilibrar Karl, já não tão resistente aos 73 anos de idade. Infelizmente o patriarca dos Wallendas caiu para a morte, registrada e transmitida ao vivo para milhões de pessoas.

Veja o impressionante vídeo da morte de Karl Wallenda


Mesmo com a morte de seu patriarca, a família Wallenda continuou seus números pelos arames do mundo. No ano seguinte ao trágico acidente de Karl, seu neto Rick Wallenda atravessou o mesmo percurso que matou o avô, como uma forma de "homenagem". 

O belo Condado Plaza Hotel em San Juan. Triste lembrança para os Wallendas

Recentemente, um grupo de netos e bisnetos da família Wallenda reeditaram o número da Pirâmide Humana.

Descendentes de Karl Wallenda reeditando a Pirâmide Humana


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jennifer Batten : Uma heroina da guitarra!